Em defesa dos animais da Amazônia

Nota de posicionamento da Proteção Animal Mundial

 

A Proteção Animal Mundial, organização não governamental que atua em prol do bem-estar animal, manifesta seu repúdio e indignação com o aumento do desmatamento na Amazônia e as alterações das políticas ambientais do Brasil que impactam milhões de animais silvestres. A organização considera o recente recorde de focos de queimada na região uma ação cruel, injustificável e fonte de extremo sofrimento para os animais.

As atividades que levam ao desmatamento, sejam as queimadas ilegais, sejam o afrouxamento da legislação ambiental e o enfraquecimento dos órgãos públicos responsáveis pela fiscalização e controle, não respeitam a integridade dos animais. O mesmo governo federal que não assume sua responsabilidade no crescente desmatamento vivenciado atualmente pelo Brasil, nega qualquer informação sobre as populações de animais afetadas pelo fogo.

A Proteção Animal Mundial trabalha com a ótica de saúde única, que considera a saúde das pessoas, animais e do meio ambiente. É uma visão sistêmica, na qual todos ganham, com menos danos ao meio ambiente, menos riscos à saúde da população e menos sofrimento para os animais. Por isso, as imagens recentes de animais amazônicos, e também no Cerrado brasileiro, vivenciando extremo sofrimento chocam e indignam toda a humanidade.

As queimadas matam os animais brasileiros

Como agravante, autoridades máximas do governo federal, sem provas ou justificativas, apontam as organizações não-governamentais como responsáveis pelas consequências das suas políticas irresponsáveis, que causam danos irreversíveis, não só para os ecossistemas brasileiros, mas para todo o equilíbrio climático do planeta. A atuação do governo brasileiro também é um claro desrespeito aos compromissos internacionais assumidos pelo Brasil no âmbito do Acordo de Paris.

Denúncias infundadas só levam a desinformação. Atuante no Brasil desde os anos 90, a Proteção Animal Mundial construiu uma sólida trajetória na proteção e no bem-estar de animais ao redor do mundo. Entre outras ações, a organização completa no dia 3 de setembro, 55 anos auxiliando equipes de resgate no salvamento de animais afetados por desastres, como é o caso das queimadas ilegais. No Brasil, a organização ajudou as ações da Brigada Animal durante o recente rompimento da barragem em Brumadinho (MG) e trabalha auxiliando governos em diferentes níveis para que animais sejam incluídos em planos locais de prevenção e resgate em desastres.

Tal trabalho nos garantiu reconhecimento internacional. Hoje, somos uma das poucas organizações da sociedade civil com participação ativa na implementação do Marco de Sendai. Este é um acordo internacional, do qual o Brasil é signatário e se compromete a até 2020 ter uma estratégia nacional e planos locais de redução de risco de desastres. A Proteção Animal Mundial está trabalhando com diversos países para assegurar que esses planos incluam animais. Os incêndios que estão destruindo a Amazônia acontecem regularmente e os animais estão entre as vítimas. Os planos de redução de risco de desastres que incluem animais evitam a morte e o sofrimento de diversas espécies.

Por isso, não poderíamos nos omitir pela atual situação vivenciada pelo Brasil. Como organização nacional, nos juntamos à outras organizações que acreditam que o desenvolvimento sustentável do país é possível, e integramos o manifesto elaborado pela Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais (Abong) que rechaça os atos e as acusações do Presidente da República.

É fundamental que o governo brasileiro reaja com celeridade para conter os incêndios. Os danos e perdas que eles causarão serão irreparáveis para a fauna brasileira e a comunidade nacional e internacional.

Leia aqui a íntegra do manifesto da ABong

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