Mais 43 escolas da Amazônia terão aulas sobre a proteção do boto cor-de-rosa

25 de julho de 2016

Iniciativa da World Animal Protection é desenvolvida junto aos professores locais em áreas onde o animal é ameaçado pela caça

O nosso projeto de educação “Comunidades pelo Boto” será expandido para 43 escolas na zona rural de Uarini, no Amazonas.

Após o sucesso do projeto piloto, realizado em Porto Braga, a iniciativa conseguiu o apoio da Secretaria Municipal de Educação de Uarini.

Com isso, mais de 1400 crianças irão participar de uma série de exercícios em aula sobre a biologia do boto, as ameaças que o cercam e se divertir com o nosso jogo educativo “Apú e o espírito do rio”.

O projeto de educação comunitária é realizado em colaboração com professores locais, que recebem treinamento e um pacote de ferramentas de educação.

Por que Uarini é importante?

A iniciativa teve início em Porto Braga e está em andamento em Nova Esperança, no município de Fonte Boa.

Ambas as comunidades, assim como o município de Uarini, ficam em uma região onde o boto cor-de-rosa ainda é ameaçado pela caça ilegal.

O maior cetáceo dos rios amazônicos vem sendo morto com arpões e usado como isca para pescar um bagre carniceiro: a piracatinga.

A prática contribui, segundo pesquisadores brasileiros, para que a população de botos reduza até 10% a cada ano.

O objetivo da World Animal Protection com o projeto é que as crianças e moradores do interior da Amazônia possam se transformar em agentes da mudança e ajudar na proteção ao boto.

Os professores estão bastante empolgados. Disseram que, como os alunos, eles também estão aprendendo muito e tendo oportunidade de conhecer o boto de uma forma como nunca puderam”, se anima Priscila Pereira, consultora local da World Animal Protection, após uma visita em Nova Esperança.

Já em Porto Braga, os docentes acrescentaram que o projeto é um incentivo aos professores da região, muitas vezes desanimados com as dificuldades da profissão no interior do Amazonas.

Salvando um boto por vez

Em Porto Braga, a iniciativa de educação ajudou mais de 70 alunos e 180 ribeirinhos a compreender por que os botos são tão importantes para a sua comunidade.

O impacto ficou claro há alguns meses, quando um garoto de 8 anos impediu que um boto fosse morto pelo seu tio. “Foi uma das história mais bonita que nos contaram”, relembra Roberto Vieto, gerente de Vida Silvestre da World Animal Protection.

Jake estava em um barco, pescando com o tio, quando eles avistaram um boto. Preocupado que ele interferisse na atividade, o adulto pediu que o menino passasse o arpão para matar o animal.

Mas o garoto se recusou.

Na entrevista abaixo, Jake conta que passou a considerar o boto como um amigo e que defendeu o animal para o tio, impedindo-o de matá-lo. “Lá mesmo, eu abaixei a minha cabeça”, relembra Jones Martins da Silva, o tio do menino.  

Faça sua parte

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Nosso trabalho abrange desde a luta pelo fim da comercialização de piracatinga até a busca por alternativas de renda sustentáveis que possam substituir a pesca.

O impacto do projeto ficou claro há alguns meses, quando um garoto de 8 anos impediu que o seu tio matasse um boto cor-de-rosa

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