Agência líder em turismo oferece atrações cruéis com animais

04 de outubro de 2015

A empresa Thomas Cook promove passeios e shows com elefantes junto a seus clientes

Um dos nomes mais conhecidos na indústria do turismo continua oferecendo passeios de elefantes, mesmo após ser informado pela World Animal Protection de toda crueldade cometida contra os animais.

O Grupo Thomas Cook, que em seu site afirma “se preocupar profundamente com o bem-estar animal”, ainda vende passeios a lugares que promovem o abuso de animais. As atrações ficam na Tailândia, Índia e Zimbábue. Os escritórios da agência de turismo ignoraram os diversos pedidos da World Animal Protection para que assinassem um compromisso de turismo amigo dos elefantes.

Os passeios de elefante são uma atividade turística muito popular, mas que oferece grande sofrimento aos animais em seus bastidores. Retirados de suas mães quando jovens, eles são isolados, passam fome e apanham até que seus instintos naturais sejam “quebrados”, em um método bárbaro de treinamento.

Esses bebês elefante geralmente têm feridas provocadas pelo treinamento e um grande trauma, que permanece com eles por toda a vida. O adestramento, muitas vezes, provoca síndrome de estresse pós-traumático.

Aproximadamente 3 mil elefantes (veja relatório completo) sofrem nos cativeiros de atrações turísticas, por toda a Ásia e África.

Passeios da Thomas Cook

A Thomas Cook promove e vende passeios de elefante como souvenir de viagem, além de oferecer oportunidades para alimentar e tirar fotos com elefantes em cativeiro. Isso é um claro contraste com o que está no website da empresa, onde a Thomas Cook afirma que quer “ajudar a desenvolver caminhos para o bem-estar animal em atrações turísticas”.

A World Animal Protection iniciou as conversas com o escritório da Thomas Cook do norte europeu em janeiro de 2014.

Nesta semana, a empresa indicou que pode parar de vender passeios e shows com elefantes a partir da próxima temporada de inverno, ainda em 2015. No entanto, se recusou a assinar o compromisso de turismo amigo dos elefantes, sinalizando que o grupo Thomas Cook ainda tem uma posição contraditória perante o bem-estar animal.

Empresas éticas

No total, 63 operadoras de turismo ao redor do mundo já pararam de vender passeios e shows com elefantes, após o convite da World Animal Protection.

Dentre essas empresas está a Travel Corporation, que engloba grandes marcas como a Contiki e Trafalgar. O maior grupo de pequenas operadoras de turismo de aventura do mundo, a G Adventures, também assumiu o compromisso.

Kate Nustedt, Diretora da divisão de vida selvagem da World Animal Protection afirma: “Estamos chocados como uma empresa importante como a Thomas Cook esteja ficando para trás na questão de bem-estar animal e continue resistente em acabar com os cruéis passeios de elefante em todos os seus mercados.”

Impacto

A Thomas Cook é a mais antiga e mais conhecida agência de turismo do mundo, operando desde 1841. Mais de 22 milhões de consumidores optam por seus serviços anualmente, gerando uma renda de 13,2 bilhões de dólares por ano, o que demonstra a importância que sua decisão poderia ter no movimento pelo fim dos passeios com elefantes.

“Gostaríamos de ter a chance de trabalhar com a Thomas Cook em soluções que não somente colocassem um fim aos passeios e shows com elefantes, mas que também assegurassem que os turistas possam ver elefantes em seu ambiente natural”, finaliza Nustedt.

Faça sua parte

A World Animal Protection lançou sua campanha “Silvestres. Não entretenimento” em agosto de 2015. Mais de 70 mil pessoas já se uniram ao movimento pela proteção dos animais silvestres e contra o abuso no ramo do entretenimento.

Junte-se também à campanha.

Abaixo, uma animação da campanha revela o sofrimento que os elefantes vivenciam na indústria do turismo. Assista:

"A Thomas Cook esteja ficando para trás na questão de bem-estar animal e continua resistente em acabar com os cruéis passeios de elefante em todos os seus mercados”

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