Conheça os vencedores do concurso “Métodos Substitutivos ao Uso Prejudicial de Animais no Ensino” da World Animal Protection

16/12/2015

Participantes de toda América Latina enviaram propostas inovadoras para acabar com a crueldade em sala de aula

Foram inscritos trabalhos criativos, inovadores e que colaboram diariamente para evitar o sofrimento dos animais nas faculdades da América Latina

A World Animal Protection anunciou, nesta quarta-feira (16), os três vencedores do nosso concurso "Métodos substitutivos ao uso prejudicial de animais no ensino humanitário da Medicina Veterinária e Zootecnia na América Latina"

Uma comissão julgadora selecionou as três propostas mais inovadoras, enviadas por professores que já promovem um ensino ético em cursos como Medicina Veterinária e Zootecnia.

O prêmio (veja aqui) inclui manequins e modelos ósseos de animais, além de simuladores que substituem o uso prejudicial de animais em aula.

Conheça abaixo os vencedores!

1º lugar

Praticando a Técnica Cirúrgica de A à Z: diérese, hemostasia e síntese em cadáveres preservados

Premiada: Profª. Dra. Julia Maria Matera

Disciplina: Técnica Cirúrgica

Instituição: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia - Universidade de São Paulo.

Descrição: Conjunto de técnicas pedagógicas substitutivas que permitem o ensino e treinamento de diferentes técnicas cirúrgicas e seus respectivos tempos  (diérese, hemostasia e síntese) sem o uso de animais vivos. Desenvolvimento de cadáveres preservados pela solução de Larsen modificada e cadáveres preservados que simulam sangramento por meio de bombeamento  de sangue artificial, permitindo o também o o aprendizado e treinamento de  técnicas hemostáticas

2º lugar

Empleo de maquetas como recurso pedagógico, para la intubación oro traqueal y ventilación a presión positiva en la enseñanza  de la anestesiología veterinaria.

Premiado: Prof. Pablo Otero

Disciplina: Anestesiologia

Instituição: Facultad de Ciencias Veterinarias de la Universidad de Buenos Aires. 

Descrição: Desenvolvimento e aplicação de um modelo constituído por um crânio, com a reprodução das vias aéreas superiores, para treinamento de intubação endotraqueal e manobras de ventilação e pressão positiva em cães.

3º lugar

Modelo de sondagem uretral em cadela

Premiada: Profª. Simone Tostes de Oliveira Stedile

Disciplina: Semiologia Veterinária

Instituição: Faculdade de Medicina Veterinária - Universidade Federal do Paraná

Descrição: Desenvolvimento de modelo artificial mimetizando trato gênito-urinário de cadela para ensino e treinamento de sondagem uretral em aulas de semiologia.

Critérios de avaliação

As três propostas foram escolhidas seguindo critérios pré-estabelecidos, levando em consideração: a originalidade do método; a inovação; o impacto do uso deste método substitutivo no corpo docente e no corpo discente; a eficácia pedagógica e possiblidade de replicação em outras escolas; e principalmente o impacto na redução e/ou eliminação do uso prejudicial de animais no ensino da medicina veterinária.

Veja nosso guia de alternativas humanitárias no ensino.

Sabemos que o ganho de habilidades por parte dos estudantes depende de ensino e treinamento adequado e que, muitas vezes, exige práticas repetitivas em animais. Por outro lado, estas práticas podem infligir dor e sofrimento.

Por isso, é necessário criar métodos substitutivos de qualidade, que garantam uma eficácia pedagógica e que possam ser replicados em qualquer ambiente acadêmico.

As práticas vencedoras demostraram ser relevantes, eficazes e viáveis; pois mimetizam praticas clínicas, cirúrgicas e semiológicas relevantes para a formação do futuro médico veterinário.

Agradecimentos

Parabenizamos os docentes que desenvolveram tais métodos e que puderam servir de exemplo dentro e fora de seus ambientes acadêmicos. Esperamos que, agora, possam também servir de exemplo a outros colegas em diferentes regiões e países. 

A World Animal Protection gostaria ainda de parabenizar todos os participantes pelos trabalhos criativos, inovadores e que colaboram diariamente para evitar o sofrimento dos animais, evitando que estes sejam utilizados de forma prejudicial em salas de aula. Promovendo, assim, um ensino ético e humanitário da medicina veterinária em nosso continente.