Desafio da Proteção Animal Mundial faz público repensar turismo com botos

03 de agosto de 2018

Marcamos presença na Virada Sustentável de Manaus novamente, desta vez com atividades focadas nas selfies com botos cor-de-rosa

Um dos maiores atrativos turísticos de Manaus atualmente é a interação direta com botos cor-de-rosa – em que turistas podem nadar, tocar e tirar selfies com esses magníficos animais. Infelizmente, a prática esconde uma enorme crueldade.

Nossos investigadores descobriram que a atividade pode causar ferimentos e competição entre os animais, além de modificar o seu comportamento natural. Leia mais em nosso relatório “O impacto negativo das selfies com vida silvestre na Amazônia”.

Ao participar da Virada Sustentável de Manaus neste fim de semana, desenvolvemos atividades que alertavam sobre como o turismo de interação direta com botos é prejudicial à espécie e ofereciam uma alternativa sustentável, boa para os animais e para a comunidade.

Veja como foram as atividades!

Turismo de observação x interação direta

No Largo de São Sebastião, em frente ao Teatro Amazonas, instalamos dois cenários: de um lado, ilustramos o turismo de observação; e do outro, o turismo de interação direta.

Na brincadeira, a nossa equipe se apresentou como vendedores de pacotes turísticos e pediu para o público escolher entre essas duas opções de atividade com botos. Quem participava ganhava uma foto em frente ao cenário escolhido, mas a entrega dessas fotos reservava uma surpresa...

Para os que escolhiam o turismo de observação, a foto era impressa em uma moldura com uma mensagem positiva sobre ser um turista responsável. Já os que escolheram o turismo de interação direta receberam um aviso: “Ops! Esse tipo de turismo não respeita os animais”.

O alerta fez com que muitas pessoas buscassem saber mais sobre o impacto negativo desse tipo de turismo nos botos. Mais de mil pessoas participaram da atividade, conversaram com a equipe da Proteção Animal Mundial no local e receberam nossos materiais sobre turismo responsável.

“A maioria dos turistas não faria esse tipo de atividade se soubesse da crueldade por trás dela, por isso é tão importante levarmos essa informação e oferecer uma alternativa positiva, que é o turismo de observação dos botos livres na natureza”, explica João Almeida, nosso gerente de vida silvestre.

Boto gigante em Ponta Negra

Além da atividade principal no Largo de São Sebastião, nos dividimos pela cidade em diferentes frentes de atuação.

Nosso boto gigante, conhecido de outras edições do evento, estava na Praia de Ponta Negra junto com nossos voluntários, que abordaram os banhistas para explicar sobre o “Código da Selfie” – nossa campanha contra a exploração de animais na Amazônia e a favor de um turismo mais ético. Cerca de 400 pessoas se juntaram a nós e se comprometeram a proteger os animais.

Já na Galeria do Largo, uma das mais importantes galerias de arte de Manaus, nos unimos às obras de artistas manauaras com a exibição de vídeos sobre turismo responsável e sobre como podemos proteger os animais no dia-a-dia.

Também na galeria, promovemos uma roda de conversa com a comunidade acadêmica e profissionais do setor turístico para discutir as perspectivas de um turismo ético no Amazonas.

“Foi uma ação fundamental, e da conversa ficou clara a necessidade de elaboração de um planejamento estratégico para o turismo no estado do Amazonas, que depende da incorporação imediata dos valores de bem-estar animal”, complementa João.

E você, é um turista responsável? Assine aqui nosso “Código da Selfie” e nos ajude a proteger os animais da Amazônia.

"A maioria dos turistas não fariam esse tipo de atividade se soubessem da crueldade por trás"

Compartilhe

WhatsApp