Em Brasília, deputados recebem nosso manifesto e 500 mil assinaturas contra a caça

23 de maio de 2019

Neste Dia Internacional da Biodiversidade (22), a sociedade brasileira disse não à liberação de qualquer atividade de caça no Brasil

Nossa equipe participou de reunião na Câmara dos Deputados, na manhã de quarta-feira (22), Dia Internacional da Biodiversidade, para lutar pelos animais e impedir a liberação da caça no Brasil.

Como integrantes do movimento “Sociedade reage: não à liberação da caça no Brasil!”, nos reunimos com os deputados federais da Frente Parlamentar Ambientalista para a entrega de manifesto contra a caça, endossado por 800 instituições, cientistas e personalidades brasileiras.

Também entregamos um abaixo-assinado liderado pela Aliança Pró-Biodiversidade, com quase 500.000 assinaturas de brasileiros que se opõem a essa prática cruel.

“Neste momento, os animais correm o risco de serem expostos a um sofrimento e crueldade injustificáveis. Não podemos deixar que a caça seja uma atividade legal ou aceitável, em qualquer esfera. Vamos trabalhar arduamente para impedir que isso aconteça”, garantiu Roberto Vieto, nosso gerente de vida silvestre, que acompanhou a entrega do manifesto e das assinaturas na Câmara.

Liberar a caça é retrocesso – e está prestes a acontecer 

Proibida desde 1967 no Brasil, a caça pode voltar a ser legal no país por conta do intenso movimento de um conjunto de atores políticos favoráveis à prática dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

No Congresso Nacional, atualmente, tramitam 5 projetos de lei (PL) que têm como objetivo final a regulação da caça no Brasil: PL 7136/2010; PLP 436/2014; PL 986/2015; PL 6268/2016 e PL 1019/2019.

Apesar de alguns desses projetos estarem em tramitação na Câmara dos Deputados há quase 10 anos, algumas medidas do atual governo federal, como a liberação do porte de arma para o grupo conhecido como CACs - Colecionadores, Atiradores e Caçadores, acabaram impulsionando-os novamente para aprovação.

Relatório que lançamos em 2018 expõe aumento na caça de onças na América Latina

Todos os projetos que visam regulamentar a caça no Brasil afrontam diretamente o Princípio da Dignidade Animal, contemplado na nossa Constituição Federal. Isso é um desrespeito às leis nacionais e aos compromissos do Brasil com sua população e com a comunidade internacional.

“Conservação da biodiversidade” é fake news

Falsos argumentos relacionam a aprovação da caça com benefícios para a conservação da biodiversidade e o controle de espécies exóticas invasoras, o que não tem qualquer embasamento em fatos e na ciência atual.

Caçar animais é uma atividade extremamente cruel e desnecessária. Não é justificável fomentar essa prática em nenhum caso.

“Se uma população de animais silvestres está gerando prejuízos, deve-se primeiro fortalecer as medidas de prevenção ao ingresso de espécies invasoras, determinar cuidadosamente a escala do problema e priorizar um manejo humanitário daqueles animais, minimizando qualquer experiencia que gere dor o sofrimento. E isso deve ser feito por profissionais capacitados”, explica Roberto.

Não é javali – a queixada (foto) está entre as espécies protegidas no Brasil

Além disso, a caça está diretamente conectada ao terrível mercado do tráfico ilegal de animais silvestres, que ameaça diversas espécies brasileiras e no qual mães são mortas ao protegerem seus filhotes. Os filhotes, uma vez capturados, sofrem a vida inteira em jaulas e gaiolas, sendo mantidos como animais de estimação ou tendo partes de seus corpos comercializadas.

Leia aqui o posicionamento da Proteção Animal Mundial contra a caça.

"Os animais correm o risco de serem expostos a um sofrimento e crueldade injustificáveis"
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