Em evento da ONU, Proteção Animal Mundial alerta sobre a ameaça da pesca fantasma

22 de novembro de 2017

O encontro aconteceu entre os dias 6 e 8 de novembro e reuniu importantes instituições do país para a discussão de soluções de combate ao lixo nos oceanos

O encontro foi organizado no Rio de Janeiro  pela ONU Meio Ambiente, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IOUSP), com o apoio da Proteção Animal Mundial e do Consulado Geral da França no Rio de Janeiro.

Durante sua participação como palestrante, a Diretora Executiva da Proteção Animal Mundial no Brasil, Helena Pavese, expôs dados alarmantes sobre o impacto das redes de pesca fantasma (aquelas perdidas ou abandonadas no mar) no bem-estar dos animais marinhos. “Anualmente, são abandonadas, descartadas ou perdidas cerca de 640.000 toneladas de redes de pesca, que acabam ferindo ou levando à morte centenas de milhares de animais, incluindo baleias, golfinhos, focas e tartarugas marinhas”, afirmou Pavese.


Helena Pavese, Diretora Executiva da Proteção Animal Mundial no Brasil, falou sobre as ameaças das redes de pescas fantasmas para o bem-estar dos animais e das pessoas. 

Pavese também apresentou aos participantes a Iniciativa Global Contra a Pesca Fantasma, criada pela Proteção Animal Mundial em 2015. Com a ajuda de governos, representantes da indústria e organizações não-governamentais, a iniciativa tem o compromisso criar soluções que beneficiem tanto os animais quanto as pessoas.

O I Seminário Nacional sobre Combate ao Lixo no Mar é o primeiro passo para a elaboração do Plano Nacional de Combate ao Lixo no Mar - que será desenvolvido pelo governo federal como parte do compromisso assumido durante a Conferência dos Oceanos, realizada em Nova Iorque em junho deste ano.

Uma ameaça fantasma

Estima-se que cerca de 10% dos detritos marinhos totais estejam relacionados a equipamentos de pesca abandonados, perdidos ou descartados. Isso representa uma ameaça ao bem-estar animal de cerca de 800 espécies de animais marinhos, que são feridos, mutilados e até mesmo mortos por esses materiais.

As redes de pesca abandonadas no mar representam não apenas um risco imediato, mas também a longo prazo. Os plásticos utilizados em sua fabricação são muito duráveis -  persistindo nos oceanos por até 600 anos – e quase invisíveis na água, tornando-se armadilhas flutuantes para os animais, que acabam morrendo presos a elas. Além disso, ao se degradarem, esses materiais transformam-se em microplásticos que, quando ingeridos, causam graves danos à saúde dos animais e das pessoas.

Aproximadamente 640.000 toneladas de redes de pesca são descartadas no oceano todos os anos, matando 136.000 baleias, focas e leões marinhos, além de um número inestimável de aves, tartarugas, peixes e outras espécies.

Conheça nossa campanha contra a Pesca Fantasma e saiba como estamos trabalhando para proteger a vida marinha.

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