Este menino impediu a morte de um boto... e você também pode!

02/03/2016

Projeto educativo no Amazonas pretende transformar a realidade do boto cor-de-rosa

“Ver como as crianças se aproximaram e se interessaram mais pelo boto, e perderam o medo, foi algo muito gratificante”. Roberto Vieto, Oficial de Vida Silvestre da World Animal Protection

No coração das crianças está a esperança de mudança. E é justamente isso que nós estamos fazendo: empoderando os pequenos moradores da Amazônia para que possam influenciar as comunidades onde vivem e evitar a morte cruel de mais botos cor-de-rosa – usados como isca para pescar a piracatinga, um bagre carniceiro nativo dos rios brasileiros.

Para Jake, de 8 anos, morador de Porto Braga, o boto cor-de-rosa é um amigo.

Ele deixou isto muito claro quando estava pescando com o seu tio e eles avistaram um boto. Preocupado que o animal interferisse, o tio imediatamente ordenou: “Me passa o arpão para matar o boto, não quero que ele coma os peixes”. Mas Jake se recusou. Deu uma bronca: “Tio, não é para matar o boto. Ele é nosso amigo”.

“O que Jake disse mexeu comigo; soltei as redes e compreendi a importância do boto cor-de-rosa para nossa comunidade”, contou Jones Martins, tio de Jake.

Assim como Jake, mais de 70 alunos e 150 ribeirinhos aprenderam sobre a importância dos botos cor-de-rosa em oficinas realizadas pela World Animal Protection nas comunidades de Porto Braga.

Mudando o coração da Amazônia

Durante 6 meses, os professores locais incluíram em suas aulas uma série de exercícios sobre a biologia do boto, as ameaças que o acercam e o jogo educativo “Apú e o espírito do rio” (desenvolvido pela World Animal Protection). Esse trabalho contínuo permitiu que os ribeirinhos compreendessem por que os botos são tão importantes para as suas comunidades.

Lucimara da Silva, professora que participou do projeto, explicou que “como professores, podemos trabalhar com os estudantes e a comunidade e evitar que mais botos sejam usados como isca”.

A educação também mudou a visão de Arloane Oliveira, moradora da comunidade. “O boto cor-de-rosa é nosso amigo. Eu tinha medo dele, mas já não tenho mais. O projeto mudou nossas vidas. Antes a gente matava o boto, mas agora entendemos sua importância”, contou.

Neste ano, estamos trabalhando para replicar iniciativas assim e fazer com que mais pessoas aprendam sobre o boto cor-de-rosa e a sua importância para o ecossistema. 

Junte-se a essa campanha 

O futuro do boto cor-de-rosa da Amazônia também está nas suas mãos.

Assine e compartilhe nossa petição. Faça parte da mudança.