Frota japonesa mata mais de 300 baleias

24 de março de 2016

Mesmo após suspensão, caça aos maiores mamíferos marinhos continua

Parece que não há mesmo limites para a frota baleeira japonesa: após um ano de suspensão de caça, as embarcações partiram em dezembro de 2015 e retornaram ao porto de Shimonosek nesta quinta-feira (24), trazendo a bordo uma sombria carga com mais de 300 baleias-de-minke mortas. 

Entre elas, havia fêmeas que estavam prenhes. 

Por uma decisão da Corte Internacional de Justiça a pedido da Austrália, o Japão havia sido impedido de levar adiante a sua “pesquisa científica”, uma vez que esta serviria apenas a fins comerciais. Mas apesar dos esforços e comoções globais, o Japão entrou com um pedido junto à Comissão Internacional Baleeira (IWC), solicitando nova autorização de caça para matar 3996 baleias nos próximos 12 anos. Ou seja, 333 baleias por ano.

A quantidade é inferior à média dos últimos anos (900), mas a Proteção Animal Mundial reafirma que nenhuma baleia deve ser caçada.

"O Japão está usando falsa ciência como pretexto para matar centenas de baleias desnecessariamente e de forma cruel em um santuário destinado à proteção desses animais. Estas criaturas emblemáticas enfrentam um número cada vez maior de ameaças geradas pelo homem, incluindo o enroscamento em redes de pesca, choques com navios, poluição e mudanças climáticas. Precisamos protegê-las agora mais do que nunca, e até mesmo o mais alto tribunal do mundo não conseguiu parar os arpões japoneses”, afirma Roberto Vieto, coordenador de vida silvestre da Proteção Animal Mundial.

"Os governos em todo o mundo devem tomar medidas para garantir que esta tenha sido a última frota baleeira japonesa a zarpar. O Japão fez uma paródia da diplomacia internacional e isso deve ser refletido em negociações de alto nível sobre acordos comerciais e na campanha do Japão para ganhar um assento permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU)", conclui.

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"O Japão está usando falsa ciência como pretexto para matar centenas de baleias de forma cruel"

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