Milhares de golfinhos e orcas continuam sofrendo em aquários em 2019

08 de março de 2019

Com base em evidências científicas, nosso novo relatório detalha por que nunca deveríamos forçar mamíferos marinhos a viverem em ambientes artificiais

A quinta edição do nosso relatório "O problema dos mamíferos marinhos em cativeiro" foi lançada nesta sexta (8), na Alemanha, durante a ITB Berlim – uma das maiores feiras de turismo do mundo.

Com base em evidências científicas, o levantamento expõe a crueldade que existe por trás da exibição desses animais no turismo de entretenimento. Os problemas vão desde instalações inadequadas a maus-tratos físicos e psicológicos.

Veja alguns destaques:

  • Na natureza, baleias e golfinhos nadam de 50 a 225 km por dia, a velocidades de até 50 km por hora, e mergulham centenas de metros de profundidade. Mesmo nos maiores tanques, esses animais têm só 0,0001% (um milionésimo) do espaço que teriam no seu habitat natural;
  • Menos de 10% dos zoológicos e aquários estão envolvidos em programas de conservação relevantes;
  • Golfinhos nariz-de-garrafa têm 6 vezes mais chances de morrer imediatamente após serem capturados na natureza e transportados entre instalações;
  • Um estudo de 2014, por exemplo, atestou que uma orca macho presa em cativeiro passava quase 70% do seu tempo literalmente sem se mover;
  • Animais marinhos presos em cativeiro sofrem com vários problemas de sáude, incluindo estresse extremo, comportamentos neuróticos e níveis anormais de agressividade;
  • Os índices anuais de mortalidade de orcas em cativeiro melhoraram nos últimos anos, mas ainda não se equiparam a populações saudáveis na natureza;
  • Nos últimos 4 anos, o número de parques temáticos aquáticos na China subiu de 39 para 76.

Golfinho é forçado a entreter turistas em Cuba

O relatório foi realizado em parceria com o Animal Welfare Institute (AWI). E mais uma vez, comprova por que orcas e golfinhos nunca deveriam ser exibidos em parques e aquários ao redor do mundo.

Não é "educativo" ver animais sofrendo

“Para mamíferos marinhos, como golfinhos, a vida em cativeiro é totalmente oposta às suas condições naturais. Uma vida em cativeiro, simplesmente, não é vida”, afirma Nick Stewart, nosso líder global de campanha.

A desculpa da indústria, muitas vezes, é que a manutenção desses animais em cativeiro teria uma valiosa função educativa. Mas, como mostra nosso relatório, menos de 10% dos zoológicos e aquários estão envolvidos em programas de conservação relevantes.

Veja aqui o relatório.

E não importa se esses animais foram retirados da natureza ou criados em cativeiro, o aprisionamento de mamíferos marinhos em pequenos tanques durante a vida toda causa um sofrimento enorme.

Falando com as agências de viagem

A exploração animais silvestres em atrações turísticas é comum ao redor do mundo: seja nadar com golfinhos ou tirar selfies com preguiças.

Durante a ITB Berlim, vamos explicar para as agências de viagem sobre o sofrimento de animais silvestres presos em cativeiro e como a indústria de turismo pode se tornar parte da solução para esse problema global.  

"Uma vida em cativeiro, simplesmente, não é vida"

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