Mulher instala câmeras em casa e flagra namorado agredindo cachorrinhas

09 de fevereiro de 2015

Um flagrante de maus-tratos contra duas cachorrinhas mobilizou as redes sociais, nesta semana.

Ao notar alterações no comportamento de suas cachorras, uma moradora do Rio de Janeiro instalou câmeras pela casa e acabou flagrando agressões brutais do namorado contra as suas cadelinhas Gucci e Victoria. 

As imagens são fortes (assista aqui). 

“A sociedade não pode aceitar a violência deliberada contra os animais, que são seres extremamente vulneráveis”, defendeu a gerente de programas veterinários da World Animal Protection, Rosangela Ribeiro.Em entrevista à Globo News nesta segunda (9), ela explicou que o Brasil já possui leis de proteção aos animais e que o crime precisa ser punido com rigor. “O problema é que, muitas vezes, os maus-tratos são encarados pelos juízes como uma infração com menor potencial ofensivo”, lamentou. 

Como exemplo da gravidade de casos assim, Ribeiro ressaltou estudos que estabelecem uma relação entre a violência contra os animais e a violência doméstica. “Uma pessoa que comete uma violência desse tipo contra um cachorro pode cometer o mesmo crime contra uma criança, contra uma mulher, contra um idoso”, explicou.

O agressor foi denunciado pela namorada numa delegacia da Barra da Tijuca, onde deve prestar depoimento ainda nesta semana. No domingo (8), a tutora publicou um vídeo junto à Gucci e à Victoria para mostrar que ambas já estavam recuperadas e seguras – aproveitando para agradecer a mobilização e todo apoio que a dupla recebeu através das redes sociais. 

Denuncie maus-tratos

Se presenciar qualquer situação de maus-tratos contra os animais, sejam eles domésticos ou silvestres, denuncie. 

A maior parte dos maus-tratos acontece por negligência e falta de informação, como o uso contínuo de correntes. Antes de ir à delegacia, é importante reunir o máximo de evidências que você puder conseguir – desde fotos e gravações feitas com o celular (em vídeo ou áudio) até mesmo testemunhos de outras pessoas. 

Como no caso das pequenas Gucci e Victoria, as redes sociais também podem desempenhar um papel essencial. “Elas fazem com que a sociedade não feche os olhos para esse tipo de violência”, destacou a gerente de programas veterinários da World Animal Protection. “A partir do momento em que você publica isso numa rede social, todo mundo está tendo acesso a essa informação e pode fazer pressão para que a lei se cumpra”.

“A sociedade não pode aceitar a violência deliberada contra os animais, que são seres extremamente vulneráveis"

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