Não sem meu animal

14 de julho de 2014

Pesquisa da ONG Internacional World Animal Protection sobre percepção de riscos em desastres revela que brasileiros consideram animais como membros da família.

Para os brasileiros, os animais são quase tão importantes quanto seus entes familiares na eventual ocorrência de um desastre. Das opções que os brasileiros priorizariam levar consigo se tivessem que abandonar suas casas devido a uma emergência, os animais figuram em segunda posição (67%), logo atrás de crianças e membros da família (83%). 

Da mesma forma, no caso de uma morte inesperada por desastre ou por enfermidade, 58% disseram que sentiriam a perda como se fosse um amigo ou familiar

Esses são alguns dos resultados da pesquisa encomendada pela World Animal Protection, que avaliou a percepção a desastres de donos de animais em quatro países (Brasil, Estados Unidos, Índia e Tailândia). Somente no Brasil, 750 pessoas responderam ao questionário, a maioria delas declarou ter cães (82%) e/ou gatos (38%). 

“Esses dados confirmam o que testemunhamos ao vivo em nosso trabalho com animais em situação de emergência”, disse Rosangela Ribeiro Gebara, gerente de programas veterinários da World Animal Protection Brasil. “Os animais são considerados membros importantes das famílias e das comunidades e também precisam de cuidados especiais no caso de desastres”, completa.  

Dos entrevistados no país, 91% nunca se encontraram na situação de abandonar seus lares, mas 64% acreditam que, no futuro, haverá um aumento na incidência de desastres naturais, como inundações ou desabamentos. Mesmo assim, apenas 19% disseram ter um plano de emergência para seus animais. 

Outros resultados da pesquisa

  • Em uma emergência, aproximadamente 75% dos norte-americanos levariam seus animais. 
  • 32% dos indianos que vivem em Deli já foram forçados a deixar suas casas devido a terremoto. Desses, 93% levaram consigo seus animais. 
  • 46% dos Tailandeses que vivem em Bangkok já foram forçados a deixar suas casas em razão de enchentes. Desses, 92% levaram os animais consigo. 

Desde 1964, a World Animal Protection trabalha com governos, comunidades e indivíduos para proteger os animais em situações de desastres. Exemplos recentes dessas intervenções incluem o terremoto no Haiti em 2010; os deslizamentos de terras que ocorreram na zona serrana do Rio em 2011 e as enchentes em Minas Gerais e no Acre em 2013. 

“Os animais precisam sempre ser incluídos no plano de contingência em desastres de modo a ajudar as comunidades que deles dependem, a minimizar os riscos de saúde e a mitigar o impacto psicológico de uma população humana já fragilizada e que passará por um longo processo de recuperação”, finaliza Gebara. 

“Os animais são considerados membros importantes das famílias e das comunidades e também precisam de cuidados especiais no caso de desastres”

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