O efeito de uma selfie no corpo de uma preguiça

28 de novembro de 2017

Para muitas pessoas, tirar uma foto com um animal silvestre pode ser uma experiência única. Mas para o animal, a história é bem diferente.

Quando Machito, um filhote de preguiça retirado de uma atividade turística, chegou à Fundação AIUNAU em Medelim, na Colômbia, seu pequeno corpo mostrava sinais dos abusos sofridos nas mãos dos humanos.

Com apenas seis meses de idade, já tinha marcas e feridas em seus braços por ter ficado preso por longos períodos. Ele não conseguia mexer seu braço esquerdo corretamente e as unhas de seus pés, que funcionam como prolongamento dos dedos para as preguiças, estavam quebradas.


Tinka Plese, diretora da Fundação AIUNAU, segura Machito nos braços durante sua fase de recuperação.

Resgatado pelas autoridades locais - que não compartilharam informações sobre sua origem ou o que aconteceu com o animal -, Machito chegou à fundação em uma gaiola, envolto em um cobertor. Ele gritava continuamente, o que é raro no caso de filhotes de preguiça. Isso emocionou Tinka Plese, fundadora e diretora da instituição, e sua equipe. Eles, então, fizeram todo o possível para confortá-lo. O filhote foi cuidadosamente examinado por um veterinário e recebeu leite. 

Mesmo agora, várias semanas depois de seu resgate, Machito ainda grita com frequência, o que é um sinal de que, provavelmente, ele tenha sido arrancado de sua mãe e sofre de ansidade por causa dessa separação traumática. Na natureza, as preguiças podem ficar sob o cuidado de suas mães até completarem um ano de idade, mas o pequeno filhote nunca teve essa chance.

Felizmente, Machito está começando a responder aos cuidados do centro de reabilitação e, aos poucos, está se recuperando. Será necessário pelo menos mais um ano até que ele esteja pronto para ser devolvido à natureza, mas a equipe acredita que ele irá se sair bem quando esse dia chegar.


Após algumas semanas de resgate, a saúde de Machito começa a mostrar sinais de melhora.

Como estamos ajudando

Para ajudar a mais animais como Machito, a Proteção Animal Mundial está financiando a construção de dois recintos para preguiças no Centro de Reabilitação da Fundação AIUNAU e também de um novo local em uma reserva florestal em Córdoba, também na Colômbia. O investimento estimado para cada recinto é de 5.168 dólares, incluindo materiais, instalação e enriquecimento ambiental interno. Cada espaço como esse pode receber até quatro preguiças jovens e uma adulta.

Também estamos financiando o resgate, a reabilitação e a libertação de outras preguiças. A reabilitação de uma preguiça custa cerca de 240 dólares, que cobrem os gatos com alimentação, tratamento veterinário e cuidados diários. Esse valor pode variar de acordo com o tempo que o animal fica no local (de três a seis meses, depedendo da idade e estado de saúde).

Você pode ajudar a salvar preguiças e outros animais silvestres

Se você quer proteger os animais silvestres, comprometa-se a não tirar fotos com eles. Assine aqui o Código da Selfie.

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