O que evitar em dias de jogo ou festas populares

10/07/2014

Em comemorações, a movimentação, a mistura de odores e principalmente os ruídos podem interferir no bem-estar dos animais.

"Nem tudo o que é bonito para nós é divertido para os animais"

O brasileiro pode ser conhecido por tudo, menos por ficar parado. Somos um povo festivo. O nosso calendário é marcado por feriados e celebrações populares durante todo o ano – e isso sem falar nas finais de campeonato, festas de bairro, entre tantas outras ocasiões que inventamos para nos reunir com os amigos. Mesmo quando não estamos na rua, pulando Carnaval ou comemorando a vitória de um time, alguém da vizinhança certamente está. E é por isso que devemos estar sempre atentos a essas ocasiões, uma vez que a movimentação, a mistura de odores e principalmente os ruídos podem interferir no bem-estar dos animais. 

Seja você um entusiasta ou alguém mais reservado, se a sua casa é também lar de cães e gatos, vale manter essas dicas em mente:

Deixe seu pet em casa

Os animais também estão sujeitos a estresse por excesso de barulho e de odores e não combinam em nada com multidões. O número grande de pessoas pode provocar pisões e outros ferimentos acidentais. Os passeios devem acontecer sempre com coleira e guia, para evitar fugas, mas, de preferência, o seu pet deve ficar em um local conhecido, tranquilo e protegido. A festa nas ruas é nossa, não deles. 

Avise os convidados

Se a comemoração for na sua casa, informe os seus amigos e familiares sobre os hábitos do seu cão ou gato. Avise o que (e se) os convidados podem oferecer como alimento; saiba os limites dos seus pets, como podem ser segurados e tocados; e o que causa estresse e irritabilidade, que deva ser evitado. Se o animal tiver um porte pequeno e circular pelos cômodos da casa, lembre os convidados de ter cuidado ao andar e ao sentar em locais onde o animal costuma ficar, como sofás e poltronas. Não permita brincadeiras que assustem o pet ou que o coloquem em risco, como a ingestão forçada de bebidas alcoólicas. E garanta que o animal tenha um local tranquilo para ficar e evitar a movimentação de pessoas.

Fogos de artifício

Um dos maiores inimigos dos ouvidos sensíveis dos animais é o rojão. Utilizados em celebrações, os fogos de artifício podem amedrontar alguns cães e gatos a ponto de causar desespero, enforcamento na própria coleira (caso estejam presos) e principalmente fugas. Na rua, os animais se tornam vulneráveis a atropelamentos e à perda permanente do seu lar, sem acesso a água ou alimento. Com isso em vista, que tal comemorar de outra forma?

Se você já não possui esse costume, procure não deixar os seus pets sozinhos nas datas em que o uso de fogos é comum – como Ano Novo ou finais de campeonatos de futebol. Cuide para que eles tenham um local seguro onde possam se proteger do barulho, seja em cômodos mais silenciosos da casa ou em uma casinha própria do animal. No quintal, feche bem os portões. E se perceber que o seu pet está agitado, ofereça carinho e distração.

Pelos coloridos

Nem tudo o que é bonito para nós é divertido para eles. É comum donos usarem seus animais para expressar o seu espírito de festas ou o amor por um time, por exemplo. E enquanto uma roupinha verde-amarela ou uma coleira "natalina" são inofensivos, outras práticas prejudicam a saúde do pet. 

Você sabia que o papel crepom possui substâncias tóxicas? Essa e outras tinturas podem causar queda de pelo e alergia se não forem específicas para a espécie e aplicadas por um profissional. Não utilize produtos na região dos olhos e mucosas e evite submeter o seu pet a procedimentos incômodos desnecessários.

Os animais são seres sencientes, ou seja, sentem dor e desconforto assim como nós e não devem ser tratados como objetos para a expressão da nossa personalidade. 

Nem brinde, nem brinquedo

Em comemorações populares, como as tradicionais festas juninas, é comum ver animais sendo oferecidos como "brindes" em barracas de jogos ou como atrativo para as crianças. Os animais nunca devem ser tratados como mercadoria. Até mesmo a adoção deve ser feita de forma consciente e não impulsiva: levar um animal para casa significa assumir a responsabilidade por outra vida. Você está preparado para alimentar, cuidar e dar abrigo constante para este animal? Conhece as suas necessidades e hábitos naturais? Sabe o tempo médio de vida da espécie? Essas questões devem ser levadas em conta antes de assumir o compromisso para que se evite futuros abandonos. 

Além disso muitos dos animais oferecidos em feiras ou festas populares são submetidos à tintura, por vezes tóxica (como explicado anteriormente), e a um confinamento inadequado. Sejam pintinhos ou filhotes de coelho, nenhum animal deve ser mantido em um espaço pequeno ou amontoado que restrinja os seus movimentos – causando estresse e até mesmo ferimentos –, o que vale também para os peixes aprisionados em sacos plásticos, por longas horas. Os animais devem ainda ter acesso a alimento, água, sombra e proteção contra o frio. 

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