ONU reconhece a importância dos animais na redução de riscos de desastres

29 de novembro de 2016

Após pressão da Proteção Animal Mundial, um novo acordo dá mais destaque aos animais e os reconhece como parte integrante dos meios de subsistência das pessoas

Após três anos pressionando as Nações Unidas (ONU), conseguimos um importante avanço: os Estados-membros concordaram em medir o impacto causado na vida dos animais por catástrofes naturais.

Essa medida passará a fazer parte do Marco de Sendai para a Redução do Risco de Desastres 2015-2030, adotado pelos 137 países membros da organização durante a 3ª Conferência Mundial sobre a Redução do Risco de Desastres, realizada em 2015, em Sendai, no Japão.

Um bilhão de pessoas dependem de animais

Mais de um bilhão das pessoas mais pobres do mundo contam com os animais para sua alimentação, transporte e meios de subsistência. Com a inclusão desses animais em suas estratégias de redução de riscos e no manejo de desastres, os governos diminuem também o sofrimento das populações vítimas de catástrofes.

"Salvar a vida humana em um desastre é prioridade, mas acreditamos que os animais dos quais elas dependem para sua subsistência devem vir logo em seguida. Lutamos por muitos anos para que os animais fossem considerados em políticas de redução de riscos de desastres, por isso consideramos essa decisão da ONU um passo muito importante”, explica Gerardo Huertas, nosso Diretor de Gestão de Desastres.

Ao longo dos anos, muitos países têm se esforçado para estimar como os desastres afetam os animais. A partir de agora, os governos terão acesso a dados mais precisos e regulares sobre o impacto das catástrofes. Desta forma, será possível reduzir, de forma mais efetiva, os riscos aos quais os animais estão expostos e ajudar as comunidades a se prepararem e se recuperarem rapidamente.

“Ao concordar que os impactos para os animais devem ser contabilizados, o mundo caminha em direção ao reconhecimento pleno de que eles são uma fonte crítica de subsistência, e que a perda de animais tem um impacto social e econômico significativo sobre as pessoas”, afirma Huertas.

Saiba mais sobre nosso trabalho para proteger os animais em situação de desastre.

“Salvar a vida humana em um desastre é prioridade, mas acreditamos que animais dos quais elas dependem para sua subsistência devem vir logo em seguida.” - Gerardo Huertas, Diretor de Gestão de Desastres

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