Predador de 600 anos está matando mais de 100.000 baleias, focas e tartarugas ao ano

02 de junho de 2017

Redes de pesca – algumas maiores do que um campo de futebol – assombram animais marinhos até 600 anos após o descarte

Sete países se comprometeram a participar da nossa Iniciativa Global Contra a Pesca Fantasma. O anúncio feito nesta semana pela Bélgica, Nova Zelândia, Palau, Samoa, Tonga e Tuvalu é passo importante para tornar os oceanos mais seguros para os animais.

A pesca fantasma é uma ameaça alarmante. As linhas, redes e armadilhas de pesca podem levar até 600 anos para se decompor nos oceanos. Muitos desses materiais são feitos de plástico.

Os animais que ficam presos em equipamentos abandonados podem acabar sufocados ou impedidos de se alimentar, sofrendo mortes lentas e extremamente dolorosas.

Três biólogos libertam uma tartaruga que se enroscou numa rede de pesca abandonada na costa dos Estados Unidos. Acidentes como esse frequentemente levam à morte ou causam ferimentos tão graves que os animais reabilitados não conseguem mais se reproduzir ou sobreviver na natureza. Foto: David Burdick / Marine Photobank

Por que essa semana é importante?

Hoje é o Dia Mundial dos Oceanos. Nesta semana, acontecem duas cúpulas internacionais: a Conferência dos Oceano das Nações Unidas e a Cúpula de Alimentos do Mar.

A Proteção Animal Mundial está participando de ambas para garantir que líderes políticos e representantes da indústria pesqueira reconheçam a urgência de se juntarem à nossa Iniciativa Global Contra Pesca Fantasma (GGGI).

A GGGI foi criada para reduzir a quantidade de equipamentos de pesca que está sendo acumulada nos oceanos. Os animais estão entre as principais vítimas. E se queremos livrar nossas águas dessas armadilhas flutuantes, precisamos do apoio dos líderes globais.

Linhas, armadilhas e redes de pesca abandonadas são chamados de equipemantos de ‘pesca fantasma’ e são uma das maiores ameaças à vida marinha. Foto: Greg Martin

640.000 toneladas por ano

Um equivalente a 52.000 caminhões, completamente lotados de equipamentos de pesca, é a quantidade de materiais despejada nos oceanos todo ano.

Estudos devastadores estimam que mais de 817 espécies marinhas são afetadas por esse tipo de lixo.

Entre elas, estão as baleias, golfinhos, focas e tartarugas.

Mais de 640.000 toneladas de equipamentos de pesca são abandonados ou perdidos nos oceanos todos os anos e acabam enroscando, machucando, mutilando e até matando milhares de baleias, golfinhos, focas, tartarugas e aves marinhas todos os anos. Foto: Michael Pitts / naturepl.com

Esses materiais não afetam apenas os animais. O lixo marinho cria uma série de problemas para o ecossistema oceânico e custam milhões de dólares para serem retirados da água.

O pior é que a pesca fantasma vem piorando nos últimos anos e provavelmente continuará aumentando, devido à intensificação da pesca ao redor do mundo.

Unidos por uma solução

Queremos ver a indústria pesqueira e mais governos somarem forças às 80 empresas que já participam da GGGI e aos sete países que assumiram o compromisso nesta semana.

À frente da nossa campanha contra a pesca fantasma, Ingrid Giskes ressalta: "Para que o problema da pesca fantasma seja monitorado e solucionado de forma eficiente, é preciso uma estratégia global. Os governos e a indústria são parte da solução".

"Esperamos que eles se somem aos nossos esforços para acabar com a pesca fantasma e criar um oceano mais limpo e seguro para os animais."

Conheça nossa Iniciativa Global Contra a Pesca Fantasma (inglês). 

Queremos acabar com a pesca fantasma e criar um oceano mais limpo e seguro para os animais

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