Proteção Animal Mundial entrega 212.000 assinaturas contra ‘novo Templo do Tigre’

03 de maio de 2017

Empresa por trás da atração turística está sendo investigada por matar e traficar animais silvestres na Tailândia

A nossa equipe da Tailândia se reuniu com Suntorn Chaiwattana e Banyat Chai-arun, representantes do Departamento Nacional de Conservação de Parques, Fauna Silvestre e Flora (DNP) do país.

Durante a reunião, discutimos os riscos que a abertura do ‘novo Templo do Tigre’ representa para centenas de animais. A atração turística já está em construção e é gerenciada pela mesma empresa que estava por trás do antigo Templo do Tigre – fechado pela polícia, em 2016, por matar e traficar dezenas de filhotes.

Uma investigação conduzida pela Proteção Animal Mundial mostrou que, após a polêmica, essa empresa mudou de nome e transferiu a sua licença provisória para operar como zoológico – e continuar explorando animais silvestres. Desde que essa informação veio à público, mais de 212.000 pessoas assinaram a nossa petição para que o DNP não lhes conceda uma licença plena.  

Na entrega das assinaturas, os representantes do DNP agradeceram a Proteção Animal Mundial por ajudá-los a monitorar as ameaças contra tigres na Tailândia. O departamento se comprometeu a acompanhar o progresso da polícia nas investigações sobre o antigo Templo do Tigre e disse que isso poderia lhes dar recursos legais para impedir a abertura da nova atração.

Por outro lado, eles também afirmaram que se as investigações forem inconclusivas, o DNP irá permitir a construção do ‘novo Templo do Tigre’. Os representantes deixaram claro que “se não forem identificadas razões legais ou técnicas que não estejam de acordo com a lei, o DNP não terá outra escolha senão conceder-lhes uma licença plena”.

Esse posicionamento do DNP é confuso. O antigo Templo do Tigre foi fechado pela polícia da Tailândia no ano passado. Durante o flagrante, foram apreendidos pedaços de animais mutilados e dezenas de filhotes mortos, que eram mantidos em congeladores no próprio local. Os animais que ainda estavam vivos eram acorrentados por horas e forçados a interagir com turistas.

Para a Proteção Animal Mundial e para mais de 212.000 pessoas, essas são provas suficientes de que o ‘novo Templo do Tigre’ colocará mais animais em risco.

Por isso, vamos acompanhar o processo de licenciamento até o final e monitorar de perto as decisões do DNP.

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Obrigado às milhares de pessoas que assinaram a petição

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