Queimadas na Amazônia: estamos em campo para ajudar os animais

16 de setembro de 2019

Onças, preguiças, cobras e outras milhares de espécies são as vítimas invisíveis da maior onda de incêndios florestais no Brasil em sete anos

Nossa equipe de resposta a desastres está na região da Amazônia para levar ajuda aos animais vítimas das queimadas na floresta.

Estamos fornecendo medicamentos e equipamentos necessários para resgate e tratamento desses animais e apoiando o trabalho do Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) de Rio Branco, no Acre, e do Corpo de Bombeiros do estado.

De acordo com a responsável pelo CETAS de Rio Branco, Elaine Oliveira, o recebimento de animais silvestres feridos triplicou desde o início da temporada de queimadas. “O momento que estamos passando é crítico. Essa doação é muito importante e vai nos ajudar a cuidar dos animais por vários meses”, explica Elaine.

Além de doações, estamos oferecendo treinamento de resgate de animais para as brigadas de incêndio de Rio Branco, para que os bombeiros possam recolher os animais com mais segurança nos pontos de fogo.

Funcionário do CETAS de Rio Branco (AC) recebe as doações de remédios e equipamentos para resgate de animais silvestres.

Vítimas invisíveis

Não há informações oficiais sobre o número de animais afetados, mas uma coisa é certa: milhões deles estão em perigo na mata em chamas.

Muitos já morreram queimados ou sufocados pela fumaça. Os que conseguiram fugir estão vulneráveis ​​à caça oportunista.

Como a resposta a desastres prioriza as necessidades imediatas das pessoas, os animais da Amazônia - 10% da biodiversidade total do planeta - são as vítimas esquecidas. Eles também precisam de ajuda.

A filhote de preguiça Nina foi resgatada pelos bombeiros em área atingida por queimadas. Ela passará por reabilitação para retornar à natureza.

A floresta amazônica abriga 427 espécies de mamíferos, 1.300 espécies de pássaros, 378 espécies de répteis e mais de 400 espécies de anfíbios. O impacto das queimadas sobre eles é devastador.

“É fundamental que o governo brasileiro reaja com rapidez para conter os incêndios. Os danos e perdas que eles causarão à fauna brasileira e às comunidades serão irreparáveis”, afirma Helena Pavese, diretora executiva da Proteção Animal Mundial no Brasil.

O aumento dos incêndios na Amazônia é resultado de uma nova posição política no governo federal brasileiro, que levou à violação das leis ambientais, desmatamento, incêndios ilegais e falta de monitoramento e controle.

Como agravante, autoridades máximas do governo federal, sem provas ou justificativas, apontam as organizações não-governamentais como responsáveis pelas consequências de suas políticas irresponsáveis, que causam danos irreversíveis não só para os ecossistemas brasileiros, mas para todo o equilíbrio climático do planeta.

Atualizações

Acompanhe nosso trabalho de assistência aos animais na Amazônia em nosso Instagram: @protecaoanimalmundial

 

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O número de animais recebidos no CETAS do Acre triplicou após as queimadas
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