Três meses após Cecil, caçadores matam elefante-símbolo da Indonésia

24 de setembro de 2015

Yongki foi cruelmente envenenado e teve suas presas de marfim removidas com uma serra elétrica

Um dos elefantes mais famosos da Indonésia foi encontrado morto no Parque Nacional Bukit Barisan Selatan. O anúncio foi feito nesta semana. O simpático Yongki era um dos 3.000 elefantes restantes na ilha de Sumatra, ameaçados de extinção.

A sua morte lembra a do leão Cecil, que também vivia em uma área de proteção e foi caçado ilegalmente há menos de três meses. Indignadas, centenas de pessoas compartilharam a hashtag #RIPYongki (Em inglês, “descanse em paz Yongki”) nas redes sociais.

As autoridades da Indonésia não encontraram ferimentos de bala no corpo do elefante. Foi a tonalidade azulada e incomum da língua de Yongki que denunciou a causa da sua morte – envenenamento.

Os caçadores ainda usaram uma serra elétrica para remover as presas do animal. O marfim é cobiçado por seu alto preço e uso tanto na medicina tradicional chinesa, quanto em peças artesanais.

“Este triste acontecimento prova a urgência de trabalharmos para proteger os animais silvestres em seu habitat natural”, alerta Roberto Vieto, coordenador de vida silvestre da World Animal Protection.

“A vida silvestre não é entretenimento, nem artigo de luxo”.

Crueldade além da caça

A caça por marfim é apenas uma das terríveis ameaças enfrentadas pelos elefantes. O maior mamífero terrestre também sofre com a destruição de seu habitat e com a exploração turística.

Para entretenimento humano, milhares de elefantes-asiáticos como Yongki são retirados da natureza ainda filhotes, separados de suas mães e de outros membros da sua espécie para ser submetidos a adestramentos abusivos.

O seu comportamento natural é reprimido através da dor, fome, estresse físico e psicológico – o que permite que elefantes sejam treinados para shows e montados por turistas.

Um relatório da World Animal Protection, lançado este mês, mostra que esta prática cruel e já comum na Ásia começa a se espalhar também pelo sul da África.

Ajude a proteger elefantes

Faça sua parte. Junte-se à campanha da World Animal Protection para proteger os animais silvestres e mantê-los na natureza. 

“Este triste acontecimento prova a urgência de trabalharmos para proteger os animais silvestres em seu habitat natural”

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