Troféus de caça são proibidos em vôos da Delta Airlines, após morte do leão Cecil

04 de agosto de 2015

Companhia aérea é a única que oferece vôos diretos entre EUA e África do Sul. Anúncio cria obstáculo para caçadores americanos, que terão dificuldade em trazer para casa os animais mortos em safáris.

60% dos turistas que viajam para África, todos os anos, para caçar animais de grande porte vêm dos Estados Unidos.

O anúncio da Delta Airlines foi seguido por decisões semelhantes das companhias American e United Airlines – impactando diretamente este turismo cruel.

“Ficamos felizes em saber que a Delta, a United e a American Airlines baniram o transporte de leões, leopardos, elefantes, rinocerontes e búfalos como troféus de caça”, comemorou a diretora-executiva da World Animal Protection nos Estados Unidos, Priscilla Ma.

Inspirando mudanças

A trágica morte de Cecil, um leão de 13 anos tido como tesouro nacional do Zimbábue, causou comoção mundial. O caso reacendeu o debate sobre o sofrimento imposto pela caça esportiva a animais silvestres.

Leia resposta da World Animal Protection à morte de Cecil.

“Esperamos que essas companhias aéreas mostrem às empresas e turistas de todo o mundo que a exploração da vida silvestre em nome do entretenimento é cruel e precisa acabar”, conclui Priscilla Ma.

Entre as companhias aéreas que já haviam banido o transporte de troféus de caça em seus vôos estão a British Airways, Lufthansa, Emirates, Qantas, Qatar, Etihad, Iberia, Singapore e Brussels Airlines. 

Além dos safáris

A exploração de animais silvestres não se limita aos safáris de caça.

Conheça os bastidores do turismo com animais em nossa campanha Antes de Reservar e entenda por que até uma "selfie" tirada ao lado de um tigre em cativeiro pode ser cruel.

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"A exploração da vida silvestre em nome do entretenimento é cruel e precisa acabar"

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