Ursos deficientes ganham novo lar e até lago particular após anos de maus-tratos

11 de abril de 2016

Resgatados pela World Animal Protection, alguns dos animais sofreram tanto que hoje não conseguem nem se alimentar sozinhos

Graças ao seu apoio, pudemos construir um espaço exclusivo em nosso santuário Balkasar, no Paquistão, para ursos que têm alguma deficiência. O resultado é um território exuberante de meio-acre com arbustos, árvores, estruturas para escalada, áreas com sombra e lagos artificiais.

O local já é lar para quatro ursos especiais. A mais velha, Maori (11 anos), tem paralisia numa das pernas traseiras e Lala (6) perdeu uma parte do seu focinho, já Chowti (6) e Pooh (10) são cegos.

“É muito triste pensar que, se não tivéssemos resgatado esses ursos, seus donos ainda estariam colocando-os para brigar em rinhas – mesmo com suas limitações físicas”, diz a gerente do santuário, Madeeha Manzoor.

Perguntamos para ela como eles estão se adaptando ao lar especial:

É maravilhoso ver os ursos tão felizes nesse novo espaço. Quando eles estão felizes – quando não estão temendo por suas vidas –, a personalidade de cada um começa a aparecer".

"Maori e Lala amam descansar na sombra, Chowti gosta de sentar perto do lago e mergulhar suas patas na água. E todos têm seu cantinho favorito para tirar uma soneca”, complementa ela.

Pela primeira vez em anos, Chowti e Pooh podem andar pelo santuário com confiança. Eles agora são livres brincar na água com Maori e coçar as costas nas árvores com a Lala. 

Não é porque são diferentes, que não podem ser tão felizes quanto os outros ursos do nosso santuário no Paquistão. 

Atualmente, o Balkasar é lar para 27 ursos.

Do medo à liberdade: a história do Max

Além do Paquistão, a World Animal Protection tem santuários em outros sete países. O maior deles fica na Romênia e é lar para mais de 80 ursos resgatados (veja fotos aqui) – entre eles, um urso cego.

O Max foi salvo em 2006, após anos sofrendo maus-tratos. 

Ele costumava ser uma atração turística em Sinaia, na região da Transilvânia. Seu antigo dono costumava acorrentá-lo a grades próximas do famoso Castelo de Peles e dopá-lo com cerveja para que os turistas pudessem tirar fotos ao seu lado. O pobre Max passou tantos anos acorrentado no mesmo local, que acabou curvando uma parte da cerca com seu peso. 

Veja por que "selfies" com animais silvestres são cruéis.

Quando chegou ao santuário, os veterinários logo descobriram que ele estava cego. Não se sabe ao certo se a cegueira é um resultado dos traumas vividos ainda filhote ou se foi causada propositalmente pelo seu dono – para que Max se submetesse à aproximação de turistas.

Felizmente, hoje Max vive livre e longe do sofrimento. 

Um laguinho particular

Este urso tão especial ganhou o seu próprio trecho de floresta, com sombra, arbustos para se esconder e até um laguinho "particular". No começo, ele não se aventurava na água. Como esta é uma atividade que os ursos geralmente amam, a equipe do Libearty resolveu investigar. Eles concluíram que as margens eram fundas demais para ele.

Por ser cego, Max tinha medo de explorar o lago.  

Nossa solução? Diminuímos a inclinação das margens para que ficassem mais rasas. Logo chegou a hora de testar: Max entrou na água pela primeira vez e amou! 

Agora nossa equipe vê Max brincando quase todo dia no lago, espirrando água para todos os lados e se divertindo.

É incrível poder ver Max tão feliz, brincando em seu laguinho particular. Um dia fiquei observando ele por 30 minutos, admirada, enquanto ele pulava na água", conta uma das guias do santuário, Aurelia. 

Depois de tudo que ele passou, não há recompensa melhor. 

Ajude a proteger os ursos

Conheça mais sobre nosso trabalho para acabar com rinhas de ursos e junte-se ao movimento "Silvestres. Não entretenimento" para pôr fim à exploração turística de animais. Basta acessar e assinar, é rapidinho!

Seu apoio permite que a World Animal Protection continue mudando a vida de ursos como Max, Maori, Lala, Chowti e Pooh. 

Juntos, vamos mover o mundo para proteger os animais.

“É maravilhoso ver os ursos tão felizes nesse novo espaço"

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