Veja como estão 14 cães adotados nas Olimpíadas... depois de um ano!

29 de setembro de 2017

Ao todo, mais de 90 animais de rua foram resgatados nas áreas esportivas em iniciativa pioneira da Proteção Animal Mundial

O Brasil fez história nos Jogos Olímpicos Rio 2016. E não estamos falando de medalhas: no ano passado, o nosso país se tornou o primeiro a sediar e desenvolver um projeto de proteção dos animais.

Foram mais de 90 cães e gatos resgatados nos arredores das áreas esportivas. E alguns até dentro delas!

O vira-latinha Bolt, por exemplo, ganhou esse nome por ter "invadido" o Engenhão no mesmo dia em que o atleta jamaicano ia competir. O Bolt e outros animais resgatados foram vacinados, vermifugados, castrados e colocados para adoção. 

A iniciativa pioneira da Proteção Animal Mundial, em parceria com o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, incluiu ainda uma campanha de conscientização sobre abandono e treinamentos de manejo humanitário da fauna silvestre – um dos primeiros animais socorridos foi uma capivara, que entrou em uma das piscinas olímpicas e foi devolvida para a natureza.

Os cães e gatos resgatados participaram de feiras de adoção. E felizmente, todos conseguiram novos lares! Para comemorar 1 ano desde a nossa ação nas Olimpíadas, conversamos com as famílias que os adotaram e perguntamos o que mudou em suas vidas.

Veja os depoimentos abaixo:

“Ajudo ele a ser feliz e esquecer a tristeza”

Desde que o adotei, minha rotina mudou totalmente para melhor. Quando ele chegou em casa, o Rhaegar (antes chamado Hércules) era muito medroso, triste, quieto e não brincava. Nove meses depois ele é outro cachorro: alegre, aprendeu a brincar e perder alguns medos. Passeamos todos os dias duas vezes; ele é super comportado e inteligente, gosta de roer ossinhos e bichinhos de pelúcia. Eu amo ele como se fosse meu filho. Os cachorros sem lar são os que mais sofrem todos os dias e os que mais precisam ser adotados. Eles também são os mais gratos e os mais companheiros. Me tornei alguém muito mais feliz depois dele, e fico mais ainda de ver que ajudei e ajudo ele a ser feliz e esquecer a tristeza que já viveu. – Mariana

“Todo dia, a Flavinha nos acorda com toda animação para passear”

A Flavinha já era bem dócil quando chegou aqui, mas meio desconfiada e super independente. Com um tempinho, percebemos que ela foi ficando mais apegada, principalmente depois da castração. Ela ficou muito apegada e nós também! Hoje em dia, ela fica seguindo a gente pela casa e dorme no meio da gente na cama... Isso quando ela não decide dormir na minha cara! Todo dia, ela nos acorda com toda animação para passear. Ela é muito carinhosa e pidona: ela só quer carinho o tempo todo, é muito fofo! Fora que ela nos entende, a energia da casa mudou muito quando a Flavinha chegou. Ela é nossa filha mesmo: é idêntica às mães. – Fernanda e Raquel

“Apollo ainda tem pesadelos e isso me comove, então falo baixinho: isso vai passar”

A minha relação de afinidade com o Apollo antecedeu a sua adoção. Minha admiração por ele cresceu com a convivência ao longo desses meses. Com o Apollo estou aprendendo a respeitar cada vez mais seus sentimentos e a luta pela sobrevivência e pela preservação da vida. Nos passeios que damos juntos, estudo cada reação sua. Seu instinto de líder de matilha fala mais alto diante de outros cães, seus talentos para revirar latas de lixo e assaltar panelas no fogão dão o que falar aqui em casa. Mas tenho que admitir que lhe dizer: “você não precisa mais disso” não faz efeito algum. Apollo ainda tem pesadelos quando dorme profundamente e isso me comove. Então falo baixinho para ele: “isso vai passar”. A sua alegria ao me ver, em cada amanhecer e em cada vez que abro a porta, quando retorno para casa, me enche de felicidade. Isso não tem preço. Polinho, Apolônio, Napoleão, não importa como o chamem: todos aqui em casa o amam. Apollo conquistou o seu espaço na família e é muito amado, ele o fez por merecer. – Rosemar

“Tinha medo de não me apegar a um animal adulto e ela derreteu nossos corações”

Já fazia um tempo que havia um desejo no nosso coração de adotar um bichinho. Quando vi o anúncio da feira de adoção, comecei a olhar fotos dos animais e de cara me apaixonei pela Olímpia. Logo depois mostrei o site para o Maurício, não falei nada sobre a minha preferência e, coincidentemente, ele também se apaixonou por ela! Fomos a feira com a intenção de conhecê-la e saímos de lá com ela nos braços. Eu estava muito ansiosa, doida para trasbordar carinho e atenção, mas o Maurício estava receoso, tinha medo de não conseguir se apegar a um animalzinho já adulto. Mas essa barreira foi vencida e ela derreteu nossos corações. Muito educada, não deu trabalho nenhum na adaptação no apartamento. Nossa rotina mudou completamente, levando-a para passear duas vezes por dia, levando-a junto nas viagens de final de semana e sempre preocupados com ela quando estamos no trabalho. A melhor parte do nosso dia é quando chegamos em casa e a Olímpia nos recebe com festa! Adotá-la mudou nossa vida para melhor! – Marceli e Maurício

“Um mês depois e já era indispensável”

Algumas pessoas acham loucura adotar um cachorro que não seja filhote, mas, da mesma forma que nossos amigos humanos, nossos amigos de quatro patas têm personalidades diferentes. Os primeiros dias do Bolt em casa foram difíceis, ele precisava confiar em nós, assim como precisávamos conhecê-lo melhor e respeitar seu jeito de ser. Um mês depois e ele já era um membro indispensável da família, trazendo aquela alegria e amor que só os cães possuem. Somos gratos a todos que um ano atrás resgataram e trataram do nosso “bebê”. Muito obrigada! – Monique

“Ela me ensinou a ter mais coração”

Era domingo. Foi no Dia dos Pais de 2016, em uma feira de adoção no Grajaú (RJ). Lá estava ela: Serena Williams. Toda tristinha. Foi quando o meu coração bateu meio descompassado... Apesar da minha vida estar um pouco confusa, não hesitei. Escutei meu coração e levei aquela pequenina para casa. Pois é... Esse tal de amor à primeira vista existe, sim, e foi recíproco. Dali em diante, a Serena Williams se tornou a minha doce Nina. Hoje, depois de 1 ano, somos muito companheiras. Uma não vive sem a outra. Ela me ensinou a ter mais coração e a ser mais feliz com a minha própria vida. Descobri que não preciso de muita coisa para ser feliz, o amor dela preenche meu coração. E aprendi que o amor pode vir de qualquer jeito e em qualquer lugar, mas com a minha Nina, posso ter certeza de que é o amor mais puro que existe. Obrigada, vida! Obrigada, Nina! Adotar foi, para mim, um ato de coragem e também de muito amor! – Lúcia

“A família cresceu a partir dela”

A Tchaika (antes chamada Marta) está ótima, excelente! Parece que sempre foi uma cachorra nossa e está agora nos meus pés. Tudo super tranquilo. É uma relação muito boa. Eu já tenho outra cachorra adotada e também adotei um gato na mesma pet em que a Tchaika foi vacinada. Então, a família cresceu a partir da Tchaika! – Carina e Alex

“Chinelos comidos, mas um amor indescritível”

Um atrás recebi umas fotos de uns cãezinhos pelo celular. Eu sabia que dali em diante tudo mudaria. Numa agonia imensa conversei com meu noivo para adotarmos um. Concordamos e fomos para buscar uma linda fêmea. Chegando lá, nos apaixonamos por dois: um macho e uma fêmea. Após mais de 1 hora de conversa, levamos os dois. Nossa vida a partir daquele dia se transformou em brinquedos jogados pela casa, pés das mesas roídos, chinelos comidos, mas um amor indescritível. Palavras não resumem esse amor que eles emanam! Nossa casa se tornou mais alegre e em todos os momentos tínhamos a companhia e o carinho deles. Sempre sem pedir nada em troca. Sem dúvida alguma foi uma de nossas melhores escolhas. Nossos cães, nossos filhos de 4 patas, nossos protetores, nossos anjos Zeus e Jolie. – Carlota 

“Minha vida mudou para muito melhor”

Minha Terezinha é tudo para mim. É o amor mais puro que sinto e sei que é retribuído da mesma forma. A minha vida mudou para muito melhor depois que ela chegou! – Elaine

“Hoje é outro cachorro: é feliz!”

O Billy (antes chamado Thiago Braz) chegou aqui muito triste, com o olhar triste. Só ficava no canto. Pensamos que ele não ia aceitar a ração, tentamos misturar com caldo até de comida, e deixamos ele dentro de casa para ter mais o contato com a gente. E de dentro de casa ele não saiu mais! Hoje, o Billy é outro cachorro: é feliz, é contente, dá para ver no olhar dele. Nem latir ele latia quando chegou, acho que tinha medo por causa dos maus-tratos que tinha passado. Agora ele late, brinca, corre, se alimenta, é bagunceiro, puxa a toalha de mesa, come a alça de bolsa se a gente deixar. Agora ele está super bem e sadio. Dá para ver que é um cachorro muito feliz. A gente gostou muito de ter adotado o Billy. – Gabrieli

“Valeu muito a pena adotar”

Valeu muito a pena adotar! A Sofia (antes chamada Layane) é boazinha, adora pular na gente. Também gosta de passear de carro e adora ir para o banho e tosa. Teve uma fase muito levada, até pulou a janela do quarto da minha mãe, mas agora está mais tranquila. Em fevereiro, ela vai ganhar um irmãozinho, porque estou grávida. – Camila

“Hoje estamos totalmente integrados”

No início, a Simone era insegura e demonstrava que queria sumir. Deixei ela à vontade, sem proibir de circular pela casa. Aos poucos, ela foi se permitindo e hoje podemos dizer que estamos totalmente integrados! – Maurício

“Foi amor à primeira vista”

Se a Ceres pudesse falar, ela diria: a Bruna, uma linda menina, me viu numa feira de adoção. Foi amor à primeira vista. Daí fui para a casa dela. Por falta de espaço, fui para casa de seus avós. Encontrei uma paulistinha muito ciumenta. Fizemos amizade e agora a casa é nossa! – Bruna

“É maravilhoso poder dar a felicidade e o amor que esses adotados tanto precisam”

Todos meus cães amados já tinham morrido e eu sentia muita falta deles. Quando fui no evento de adoção promovido pela Proteção Animal Mundial, não imaginava que iria ter um encontro espiritual tão divino e visceral. Quando eu vi a Renata, eu já sabia que nós tínhamos que ficar juntos, que ela não podia ficar com mais ninguém e que só eu entenderia sua complexidade e delicadeza. Sem contar o prazer imensurável de se adotar ou resgatar um cão ou gato adulto, SRD (sem raça definida), que foi abandonado e que precisa de uma casa e uma família... É maravilhoso poder dar para esses adotados: alívio, paz, alegria, carinho, conforto, felicidade e o amor que eles tanto precisam. – Rubens

Os cães e gatos resgatados durante a Rio 2016 tiveram sorte de encontrar lares amorosos. Assim como eles, milhares de outros animais foram abandonados e hoje esperam por uma família em CCZs, ONGs e abrigos. Mude a vida de um desses animais, adote.

"São os mais gratos e os mais companheiros. Me tornei alguém muito mais feliz depois adotar!"

Compartilhe

WhatsApp