Para compreender os padrões de bem-estar animal que queremos no país, primeiro é preciso saber como os animais são criados aqui.

Em 2008, o Ministério de Agricultura aprovou a normativa nº 56/2008 e estabeleceu alguns padrões de bem-estar animal para a indústria brasileira. Esse foi um passo importante, mas mudanças fundamentais ainda precisam ser incorporadas à legislação brasileira.

Uma vida de sofrimento

Em cada etapa dos atuais sistemas de produção intensiva do Brasil, os porcos enfrentam problemas de bem-estar.

Milhões de fêmeas gestantes vivem parte ou toda a vida em gaiolas apertadas. Mesmo quando passam a maior parte da gestação em grupo, as condições do ambiente muitas vezes não são ideais: o piso apenas ripado - sem enriquecimento ambiental com uso de palha, por exemplo - é desconfortável e machuca suas patas.

Todos os anos, quase 3 milhões de porcas dão à luz a 32 milhões de leitões no Brasil. A maioria dos leitões sofre mutilações nos seus primeiros dias de vida. Partes das suas orelhas são cortadas para identificação, mesmo já existindo uma alternativa menos dolorosa – a tatuagem. Seus rabos também são cortados sem anestesia.

Mude a vida dos porcos: assine agora nossa petição!

Peça ao Ministério da Agricultura que crie uma legislação para acabar com práticas ultrapassadas e cruéis na criação de porcos – como a castração sem anestesia, o corte de orelhas e a gestação em gaiolas.

Brigas e doenças

Os porcos são animais naturalmente curiosos. Eles têm personalidades diferentes, são muito inteligentes e sociais, capazes de demonstrar empatia uns com os outros. Os porcos também gostam de explorar: palha, uma corda pendurada no teto, ou mesmo uma bola, são o suficiente para distraí-los.

A falta do que fazer, somada à superlotação do ambiente, causa frustração para a espécie. Em galpões sem enriquecimento, os leitões ficam entediados e machucam uns aos outros.

A alta densidade também causa brigas e facilita a transmissão de doenças que afetam os animais e, às vezes, os humanos. Entre as mais comuns, estão a salmonelose.

Bem-estar como a solução

Melhorar a qualidade de vida dos porcos com práticas de bem-estar animal tornam desnecessários métodos ultrapassados e cruéis.

Um exemplo disso é o uso da castração dos porcos machos. Hoje, duas doses de uma vacina substituem o procedimento cirúrgico, feito sem anestesia em leitões recém-nascidos. A chamada imunocastração foi permitida pelo Ministério da Agricultura em 2007 e, atualmente, mais de 50% dos leitões no Brasil são esterilizados dessa forma.

Agora, falta uma normativa que estabeleça procedimentos-padrão para toda a indústria. Com o seu apoio, queremos tornar essa e outras práticas de bem-estar uma realidade para os mais de 42 milhões de porcos criados no país.

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