Milhões de animais silvestres são criados em cativeiro ou roubados da natureza para servirem como bichos de estimação. Isso precisa mudar.

Passarinhos, papagaios, araras, macacos, jabutis - essas são apenas algumas das espécies que sofrem como animais de estimação no Brasil.

O desejo humano de ter esses animais em casa gera enormes problemas de bem-estar para eles e riscos à saúde humana e ao meio ambiente.

Nenhum animal silvestre tem suas necessidades inteiramente atendidas em um ambiente doméstico. É impossível reproduzir o espaço e a liberdade que ele teria na natureza.

É simples: se os animais silvestres não estão natureza, eles não estão livres de sofrimento.

Você pode ajudar a mudar isso.

Mesmo que você queira ter ou já tenha um animal silvestre em casa, também pode se juntar ao movimento para protegê-los assinando o compromisso.

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Tirados da natureza ou nascidos em cativeiro, eles sofrem


Macaco bugio mantido em cativeiro domiciliar ilegal.

Ao contrário dos cães e gatos, os animais silvestres não passaram por um processo de domesticação - que pode levar milhares de anos.

Mesmo aqueles que nasceram em cativeiro ainda mantêm as características de um animal selvagem, o que os torna inadequados para um ambiente doméstico.

É comum que os animais silvestres criados como bichos de estimação tenham seu bem-estar comprometido porque a maioria das pessoas não recebe orientações corretas sobre como cuidar deles e têm expectativas não realistas sobre seu comportamento.

A alimentação e o manejo inadequados em cativeiro geram muitos problemas de saúde para esses animais. Até 80% das araras e dos papagaios, por exemplo, arrancam as próprias penas por sofrerem de estresse crônico.

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O comércio legalizado estimula o tráfico


Filhotes de papagaio-verdadeiro apreendidos pela Polícia Rodoviária Federal. Foto: Divulgação.

60% das espécies mais traficadas em São Paulo são as mesmas encontradas na criação legalizada

O comércio legalizado não combate o tráfico de animais silvestres no Brasil.

Ao contrário: a criação e a venda legalizadas incentivam essa prática cruel porque aumentam a procura por essas espécies, colocando em risco as populações de animais que estão livres na natureza.

Outro problema que envolve a criação legalizada de animais silvestres é o envolvimento direto desta prática com o tráfico de fauna.

Nosso relatório "Crueldade à venda" revelou que existem muitos casos de fraudes em que os criadores “esquentam” animais recebidos do tráfico para parecer que nasceram em cativeiro.

Um exemplo são os papagaios que chegam aos Centros de Triagem de Animais Silvestres (CETAS). Muitos deles são encaminhados para criadores legalizados, onde se tornam matrizes para a criação comerciais. Em São Paulo, cerca de 87% dos papagaios que chegaram aos criadores tinham origem ilegal.

A compra de animais silvestres em criadores legalizados nem sempre é uma garantia que o animal tenha nascido em cativeiro. Legal ou ilegal, eles sofrem. Não compre.

Baixe aqui o relatório

Adote um animal doméstico


Peludo: há nove anos espera por um lar no abrigo do COSAP em São Paulo.

É fácil entender por que as pessoas compram animais silvestres: elas amam animais. Eles trazem alegria para nossas vidas e, por isso, nós os queremos por perto.

Muitos donos de animais silvestres não conhecem o sofrimento diário que esses animais enfrentam.

Nós encorajamos as pessoas a apreciarem e respeitarem os animais silvestres onde eles pertencem: na natureza.

Nossas casas devem ser compartilhadas apenas com animais domésticos, que evoluíram por milhares de anos para serem nossos companheiros.

Se você está pensando em ter um animal de estimação, não compre um animal silvestre. Adote um cão ou gato e salve um animal do abandono. Só no Brasil, são mais de 40 milhões de animais vivendo nas ruas.

Torne-se um defensor da vida silvestre. Assine agora o compromisso #AnimalSilvestreNãoéPet.

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