A triste vida de uma mãe porca criada num sistema industrial intensivo

Publicado em 29 de janeiro de 2018 por

Blog da Equipe

A história das porcas que vivem em sistemas de produção industrial intensivos não é feliz. Milhões de porcas, em vários países ao redor do mundo, passam toda a sua vida adulta em um espaço do tamanho de uma geladeira comum.

Descubra como você pode ajudar.

Engrenagens em uma máquina

Reproduzida seletivamente para gerar o maior número de leitões possível, a vida adulta de uma porca mãe começa quando ela é inseminada pela primeira vez. Às vezes, isso é feito quando a porca tem apenas 8 meses de vida.  

Longe de ser uma reprodução natural, ela é forçada a ficar em uma pequena gaiola durante esse processo. Ela será transferida de gaiola em gaiola pelo resto da sua vida. No sistema de produção industrial intensivo, ela é apenas uma “máquina” de reprodução.

Sozinha em um mar de gaiolas

Incapaz de se virar para trás, ela fica engaiolada e enfileirada ao lado de centenas de porcas num galpão enorme. Barras separam ela das demais porcas, impedindo que faça amizades, possa buscar conforto ou proteção em um grupo. Ela não pode fugir; e ela não pode recuar, nunca.

Cada gaiola não mede mais do que 2 metros de comprimento e menos de 1 metro de largura. É só um pouco maior do que o corpo da própria porca e semelhante ao tamanho de uma geladeira comum.

Desconfortável e com dor

Isso é muito diferente da confortável cama de palha que ela buscaria na natureza. Porcos gostam de estar limpos, mas uma mãe porca em uma criação industrial intensiva precisa deitar em seus excrementos durante o dia todo. Ela vive apertada e desenvolve ferimentos nos ombros por ficar esbarrando nas grades de aço.

O chão de concreto é duro e ela é confinada ali dia após dia. Frustrada, ela morde as barras de aço que a cercam.

Nessas gaiolas, as mães porcas passam as suas vidas inteiras sem poder expressar os seus comportamentos naturais, fuçar no solo ou socializar com outras porcas. Elas são mantidas sozinhas nas gaiolas. E sofrem de dores musculares, estresse intenso, ferimentos causados por elas mesmas e depressão.

Isso não é vida para uma porca.

Dando à luz em uma gaiola

Por fim, depois de ter aguentado essa gestação numa prisão, ela é levada para outra gaiola em preparação para o parto. O seu instinto natural é preparar um ninho, mas ela não pode fazer isso.

A porca é levada a uma gaiola “de parto”, onde não há nada além de grades mais uma vez.

Ela fica altamente estressada justo no momento em que precisa relaxar. Isso causa ainda mais dor e sofrimento durante o parto. Quando os leitões chegam, barras de aço não permitem que a mãe interaja normalmente com eles. Ela é impedida de formar um laço natural entre mãe e leitões.

Bebês levados cedo demais

Quando seus bebês têm apenas 3 semanas de vida, eles são desmamados à força e levados para longe dela. Ela volta para outra gaiola para ser inseminada novamente e o doloroso ciclo se repete mais uma vez.

Ela terá que aguentar múltiplas gestações durante a sua triste vida. Até que seu corpo comece a falhar e ela não tenha mais utilidade para a indústria de criação intensiva.

Ajude a acabar com esse horror

Essa é a vida de uma porca mãe em gaiola. No entanto, existem centenas delas em apenas um galpão; milhares em uma fazenda; dezenas de milhões globalmente.

Mas esse sofrimento pode ser evitado. Manter as porcas mães em grupos, ao invés de gaiolas, é bom para os animais e para os negócios. Não existe justificativa para os sistemas industriais intensivos.

Você pode ajudar a acabar com o sofrimento dos porcos fazendo escolhas conscientes quando consumir carne. Quanto menor a demanda por carne de porco vinda de sistemas industriais intensivos, menor será o sofrimento desses animais.

Porcos mais saudáveis e felizes podem fornecer a você e sua família uma carne de melhor qualidade.

Mas para criar uma mudança real e duradoura, nós precisamos que você se junte a nós para exigir vidas melhores para os porcos.

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