Vaca em pasto - sistemas alimentares éticos e sustentáveis no Brasil

Sistemas alimentares

O que nós fazemos

Um novo sistema alimentar é possível: mais ético, sustentável e compassivo.

Sistemas alimentares englobam toda a cadeia do alimento, da produção ao descarte, incluindo as pessoas, os recursos e as relações envolvidas em cada etapa. Eles abrangem como o alimento é cultivado, processado, distribuído, comercializado, consumido e descartado.

No Brasil, o sistema alimentar industrial é dominado pela agropecuária intensiva, responsável por emissões de gases de efeito estufa, desmatamento da Amazônia e do Cerrado, e pelo sofrimento de dezenas de bilhões de animais de fazenda ao redor do mundo.

Acreditamos que a forma como os animais de fazenda são tratados no Brasil precisa mudar. Por isso, trabalhamos para transformar os sistemas alimentares, promovendo práticas mais éticas e sustentáveis.

Queremos construir um sistema alimentar capaz de alimentar a população sem causar sofrimento aos animais, destruir ecossistemas ou agravar a crise climática.

Defendemos sistemas alimentares que respeitem os animais, regenerem a natureza e fortaleçam formas de produção mais sustentáveis. Atuamos para impulsionar políticas públicas, influenciar empresas e mobilizar a sociedade para acelerar essa transformação.

Precisamos pôr fim à pecuária industrial

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Investigação mostra os impactos desse sistema no clima e na biodiversidade. Precisamos do seu apoio para pressionar a JBS, dona da Seara, Swift e Friboi, a assumir um compromisso real com o futuro do planeta.

Por um sistema alimentar mais justo e sustentável

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Assine o manifesto contra o sofrimento animal e por um sistema alimentar mais justo e sustentável. É hora de dizer basta. Ajude-nos a acabar com a agropecuária industrial.

Quem banca a destruição precisa ser cobrado

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Instituições financeiras, bancos públicos e acionistas são responsáveis por financiar e sustentar o modelo predatório da maior produtora de carne do mundo.

A realidade da Agricultura Industrial

US$ 77 bilhões

É o faturamento anual da JBS. Com marcas como Friboi e Seara, a empresa exerce enorme influência sobre o mercado brasileiro e os hábitos de consumo da população.

 

US$ 1,1 milhões

Acordo pago em 2024 à Procuradoria-Geral de Nova York por greenwashing (promessa falsa de "Net Zero até 2040").

 

507 km²

De floresta embargada de onde duas plantas da JBS no Pará compraram gado (documentado pelo Ibama).

 

59 mil

Bovinos comprados de fazendas embargadas, documentados pelo Ibama.

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US$ 221 milhões

De US$ 221 a US$ 442 milhões é a estimativa de impostos potencialmente evitados pela empresa JBS em diferentes países.

 

14 milhões

De carros equivalem às emissões anuais de porcos e frangos da JBS, mais que o dobro do 2º maior emissor do agronegócio.

 

6.790 mil

Cabeças de gado compradas de fazendas intermediárias em esquemas de triangulação entre o período de 2018 e 2024.

 

77%

Das áreas agrícolas habitáveis já são usadas para pecuária. Metade das áreas habitáveis da Terra já é usada para agricultura.

Transição justa

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A transição justa é um conceito fundamental na luta contra as mudanças climáticas, que busca transformar o sistema alimentar atual em um modelo mais sustentável e equitativo.

Senciência animal

Sistemas Alimentares

Medo, alegria, ansiedade, raiva. Essas são apenas algumas das emoções que os animais têm a capacidade de sentir. Entenda o que é senciência animal.

 

Faça parte da revolução alimentar no Brasil

Na Proteção Animal Mundial, temos a responsabilidade conjunta de trabalhar por um mundo onde o respeito pelos animais e pelo meio ambiente esteja no centro do nosso sistema alimentar. A mudança começa agora!

Junte-se à luta por um sistema alimentar mais justo e sustentável

A crueldade animal não pode continuar: precisamos transformar nosso modelo de produção de alimentos.

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O que são sistemas alimentares?

Sistemas alimentares englobam toda a cadeia do alimento, da produção ao descarte, incluindo as pessoas, os recursos naturais e as relações envolvidas em cada etapa. Abrangem como o alimento é cultivado, processado, distribuído, comercializado, consumido e gerenciado após o consumo.

No Brasil, os sistemas alimentares são dominados pelo agronegócio e pela pecuária industrial, modelo responsável por grande parte das emissões de gases de efeito estufa, pelo desmatamento de biomas como a Amazônia e o Cerrado, e pelo sofrimento de dezenas de bilhões de animais de fazenda ao redor do mundo.

Um sistema alimentar sustentável é aquele capaz de garantir segurança alimentar para toda a população sem destruir ecossistemas, agravar a crise climática ou causar sofrimento desnecessário aos animais.

Por que o sistema alimentar atual é insustentável?

O sistema alimentar industrial atual consome mais recursos do que o planeta é capaz de regenerar. Hoje, 77% das áreas agrícolas habitáveis já são destinadas à pecuária, enquanto a produção de alimentos responde por cerca de um terço das emissões globais de gases de efeito estufa.

A expansão de pastagens e monoculturas voltadas à ração animal é um dos principais motores do desmatamento no Brasil. Só na Amazônia e no Cerrado, a agropecuária industrial é responsável pela destruição de habitats naturais críticos para a biodiversidade e para a regulação do clima global.

Além do impacto ambiental, o sistema alimentar atual causa sofrimento a mais de 70 bilhões de animais de fazenda criados e abatidos todo ano no mundo, a maioria em condições que ignoram completamente suas necessidades físicas, biológicas e psicológicas. Mudar esse modelo não é opcional, é uma questão de sobrevivência para o planeta e para as próximas gerações.

Qual é o impacto da pecuária industrial no clima e no meio ambiente?

A pecuária industrial é uma das maiores causas da crise climática e da degradação ambiental no mundo. A criação intensiva de animais para consumo gera emissões de metano, um gás de efeito estufa dezenas de vezes mais potente que o CO₂, além de demandar enormes extensões de terra para pastagem e produção de ração.

No Brasil, empresas como a JBS concentram boa parte desse impacto. Dados do Ibama documentaram 507 km² de floresta embargada de onde plantas da empresa no Pará compraram gado. As emissões anuais geradas apenas pela produção de porcos e frangos da JBS equivalem a 14 milhões de carros em circulação, mais que o dobro do segundo maior emissor do agronegócio brasileiro.

O avanço da pecuária também compromete a segurança hídrica, degrada solos e elimina habitats essenciais para a fauna silvestre. Transformar os sistemas alimentares, reduzindo a dependência da agropecuária industrial e adotando práticas mais sustentáveis, é uma das ações com maior potencial de impacto positivo para o clima no curto prazo.

O que é uma transição justa nos sistemas alimentares?

Transição justa nos sistemas alimentares é o processo de transformar o modelo de produção de alimentos atual, baseado na agropecuária industrial intensiva, em um modelo mais sustentável, ético e equitativo, sem deixar para trás os trabalhadores rurais e as comunidades que dependem economicamente do setor.

O conceito reconhece que a mudança é necessária e urgente, mas que ela precisa ser planejada com responsabilidade social. Isso significa criar novas oportunidades de renda e emprego para pequenos produtores, apoiar a diversificação da produção agrícola, e garantir que a redução da pecuária industrial não aprofunde desigualdades no campo.

Na prática, uma transição justa pode incluir o fortalecimento da agricultura familiar, o incentivo a sistemas agroflorestais, a produção de proteínas de origem vegetal e o acesso a mercados mais justos para quem produz com menor impacto ambiental. A Proteção Animal Mundial defende que essa transição seja guiada por políticas públicas que protejam simultaneamente os animais, o meio ambiente e as pessoas.

Como posso contribuir para sistemas alimentares mais sustentáveis?

Contribuir para sistemas alimentares mais sustentáveis começa por escolhas cotidianas no que você consome. Reduzir o consumo de carne, especialmente de empresas com histórico de desmatamento e maus-tratos a animais, é uma das ações individuais com maior impacto ambiental comprovado.

Além das escolhas alimentares, você pode pressionar empresas e governos a agirem: assinar manifestos, participar de campanhas e cobrar posicionamentos públicos de supermercados, restaurantes e marcas que você consome são formas eficazes de ampliar o impacto da sua ação individual.

Apoiar organizações como a Proteção Animal Mundial também faz diferença. Trabalhamos para acelerar a transformação dos sistemas alimentares no Brasil e no mundo. Juntos, podemos construir um modelo de produção de alimentos que respeite os animais, regenere a natureza e alimente o planeta com justiça.

O que a Proteção Animal Mundial faz pelos sistemas alimentares no Brasil?

A Proteção Animal Mundial atua em três frentes principais para transformar os sistemas alimentares no Brasil: pressão sobre empresas, influência em políticas públicas e mobilização da sociedade.

No âmbito corporativo, pressionamos gigantes do agronegócio, como a JBS, dona das marcas Friboi, Seara e Swift, a assumirem compromissos reais com o fim do desmatamento, a redução de emissões e o respeito ao bem-estar animal. Também responsabilizamos bancos públicos e investidores que financiam modelos predatórios de produção.

Em políticas públicas, trabalhamos para que o governo federal adote melhores práticas de bem-estar animal e ponha fim ao uso irresponsável de antibióticos em animais de fazenda, uma ameaça direta à saúde pública. E mobilizamos a sociedade por meio de campanhas, manifestos e educação para o consumo consciente, porque acreditamos que a mudança nos sistemas alimentares depende tanto de decisões políticas quanto de escolhas individuais.