Duas grandes empresas de alimentos mudam pelos frangos

Publicado em 16 de dezembro de 2016 por

Blog da Equipe

A Aramark e o Compass Group se comprometeram a melhorar a vida dos frangos em sua cadeia de fornecedores

Por Jonty Whittleton

Diretor Internacional de Campanhas de Animais de Fazenda

Esta é uma vitória importante para os animais! Mas se queremos uma mudança real e duradoura para os frangos de corte, ainda temos trabalho pela frente.

De tão grande, o número de animais criados em sistemas de produção industrial todos os anos parece estar além da nossa compreensão: 50.000.000.000. É um amontoado abstrato de zeros.

Todos os dias, em quase todos os países, uma quantidade imensa de frangos, porcos, bois e várias outras espécies são levadas ao seu limite físico e mental (ou às vezes, pior!) para alimentar o crescente apetite mundial por carne.

Frangos de corte – a próxima fronteira

Temos uma nova batalha de bem-estar para enfrentar neste ano: a produção de frangos para corte em sistemas industriais. Amontoados em gaiolas ou galpões inadequados, com pouca ou nenhuma luz natural, criados para ganhar um peso grotesco em poucas semanas e abatidos quando ainda são tecnicamente filhotes – o típico frango de corte tem uma vida curta, mas miserável. Esses animais estão sofrendo em segredo, escondidos das críticas públicas.

Este é o maior problema de bem-estar animal do mundo. De 60 bilhões de frangos criados anualmente para produção de carne, 40 bilhões estão em sistemas de produção industrial.

Confira nosso vídeo e veja por que esses animais incríveis merecem vidas melhores:

Um momento para comemorar

Estamos animados em ver duas grandes empresas de alimentos – Aramark e Compass Group – se comprometendo a transformar a vida dos frangos que eles compram. A mudança inclui o uso de linhagens de crescimento lento, mais espaço para os animais se moverem, enriquecimento do ambiente onde são criados e introdução de luz natural.

No Brasil, outros 33 produtores também se comprometeram a melhorar o enquecimento ambiental de seus galpões, beneficiando 43 milhões de frangos todos os anos.

Esses são alguns dos primeiros compromissos focados em frangos de corte; um avanço promissor para 2017 e os próximos anos. A Aramark e o Compass Group estão redefinindo os seus modelos de negócio, reconhecendo o pedido dos consumidores por mudanças. Agora, precisamos continuar pressionando e desafiando outras empresas a mudar pelos frangos.

Mesmo com empresas como a Compass Group e Aramark caminhando na direção certa, ainda falta progredir muito. É por isso que, com a sua ajuda e a de milhares de pessoas que apoiam a nossa campanha Mude Pelos Frangos, nós estamos nos esforçando para que mais empresas deem um passo positivo.

Um sistema de produção imparável?

A ascensão dos sistemas de produção industriais foi tida como uma força imparável; em 1964, o correspondente de agricultura do jornal The Guardian, Stanley Baker, declarou que: “Goste você ou não, a criação de animais em sistemas industriais veio para ficar. Essa onda não poderá ser contida...”.

Mas opiniões como esta carecem de imaginação e fracassam em reconhecer a crescente demanda por um mundo onde a criação ética de animais deve ser a regra, não a exceção.

Ao invés de ver animais como peças inanimadas de uma linha industrial, as pessoas estão cada vez mais percebendo que são seres vivos, que respiram e que sentem. E ao invés de nos intimidarmos pela dimensão desse desafio, precisamos ver esse momento como uma oportunidade única para transformar a vida de bilhões de animais.

A mudança pelas galinhas poedeiras já começou

Nesses últimos anos, acompanhamos mudanças impressionantes no movimento pelo bem-estar dos animais de fazenda. A batalha mais recente foi pelas galinhas poedeiras que são mantidas em gaiolas. E o que começou como um debate extremamente polarizado (décadas atrás), hoje é uma disputa positiva por pioneirismo. As empresas estão competindo entre si para serem as primeiras a retirar todas as galinhas das gaiolas – um sistema cruel e ultrapassado.

Algumas das maiores multinacionais do mundo já se comprometeram a abolir as gaiolas – incluindo Nestlé, McDonald’s e Starbucks.

Como resultado desta mudança tão positiva, milhões de galinhas passarão suas vidas livres do confinamento intenso das gaiolas. Ainda há espaço para melhorias, claro, mas isso mostra o impacto de inúmeras pessoas e organizações, incluindo a nossa, que vêm se esforçando sem parar para que o sistema de produção seja mais ético com os animais.

Galinhas são galinhas

Com tantas empresas abolindo as gaiolas na produção de ovos, agora é o momento perfeito para focarmos em frangos de corte. No final das contas, galinhas são galinhas: trata-se do mesmo animal. Por que então é errado tratar uma galinha como um objeto inanimado, mas aceitável quando são frangos de corte? (é óbvio que não tem uma boa razão!).

Faça sua parte agora

Estamos pedindo para você se juntar a nós e desafiar as redes internacionais de fast-food a mudar pelos frangos. Essas empresas têm o poder de melhorar a vida de milhões de animais. Assine já nossa petição!

Juntos, vamos acabar com o sofrimento secreto dos frangos!

Todos os anos, 70 bilhões de animais em todo o mundo são criados para fornecer carne, leite, ovos e outros produtos para consumo humano. Muitos deles vivem em condições de sofrimento e estresse.

Nós não podemos dar as costas para o problema. A Proteção Animal Mundial trabalha com governos, produtores rurais e consumidores para forçar mudanças que melhoram o bem-estar e proporcionam vidas melhores para esses animais. 

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